do enem

depois do Reuni, da diploma, agora a grande discussão é sobre o novo Enem. Acho que o Enem é um importante passo para alguma mudança educacional, e como, é sempre difícil agradar gregos e troianos. Uma mudança é sempre acompanhada de muitas discussões e receio.
Bom, acredito que a forma de avaliar do Enem é mais interessante que a dos vestibulares tradicionais. O Enem avalia diferenciado, como por exemplo, o raciocínio do aluno. Já nos vestibulares atuais as instituições elaboram uma prova de decoreba. Ou seja, quem decorou mais, leva a vaga.
O aluno deve ter um completo entendimento da matéria e onde isso pode ser encaixado com a sua realidade. Então o Enem vai lá e usa o cotidiano para elaborar suas provas e mostra para ele que aquilo não foi estudo em vão.
Não entendo a preocupação das universidades com a substituição do vestibular tradicional para o Enem.

DO DIPLOMA

Depois de anos sem postar... Vim expor minha opinião sobre a polêmica da obrigatoriedade do diploma.

Depois da decisão do STF vi meus colegas apavorados, sem chão e sem rumo. Já tinha em minha cabeça que se ocorresse isso não seria de todo mal e que quase nada iria mudar. Continuará jornalistas construindo matérias e especialistas com as suas colunas.
Hoje temos uma realidade diferente do jornalismo do que 40 anos antes (quando foi exigida a obrigatoriedade do diploma em plena ditadura militar: coincidência?) as redações exigem que o profissional domine todas as mídias possíveis. Um pouco de diagramação, de fotografia, de internet, enfim um profissional completo. As faculdades de hoje, acredito, dão todas estas noções (lembrem-se: noções). Assim, duvido que alguma empresa conceituada coloque em jogo a sua reputação e contrate uma pessoa que não domine as técnicas (hoje as redações não têm tempo para treinamentos.) .

Colegas! Respirem fundo. A profissão não terminou.

Soy loco por sol Mundo Livre s/a


Olha o sol tingindo a madrugada
Um calor intenso estranho invade aos poucos o meu peito
É uma paixão incontrolável eu não consigo resistir
Comprar, comprar, gastar, torrar
Eu não vivo sem consumir

Sou o gatilho mais rápido do oeste
Com um American Express na mão
Já tenho 3 rifles em casa
E não vejo a hora de sacar mais uma vez a carteira
Aquela belezura prateada e automática
Logo, logo reforçará a minha coleção

Soy loco por carros novos
Um modelo pra cada ocasião
Vibro imaginando a quantidade de ozônio devastado
Cada vez que acelero meu novo 4/4
Se alguns desses abraçadores de lagoas
Estão mesmos dispostos a perder seu sono com isso

Vão em frente!
Quanto a mim estou ocupado demais
Tentando decidir como investir e gastar bem meu dinheiro
Liberdade, Liberdade!
Regulação é o mesmo que censura
Dane-se o planeta!
Dane-se as futuras gerações!

E é por isso Sol
Que eu sou apaixonado
Sou fanático e posso até morre por ti América
Eu tive um sonho
Diante da minha nova TV de 500 canais
Me deparei com um estranho episódio dos Simpsons
A Floresta Amazônica havia se transformado num imenso deserto americano
Conheci a doce e ingênua Solange trabalhando pro lá
Num dos milhares de postos da TEXACO
Ela atendia a todos que paravam com o mesmo sorriso largo
Dizendo "bem vindo ao deserto do real"

Convidei-a para um café e ela terminou me contando
Que tinha acabado de chegar da América
Triste, desolada, confessou que tinha sido deportada.
Pra minha surpresa Solange topou viajar comigo de Ultraleve
A centésima para foi numa praia deserta próximo a Tihuana no México
Olha o Sol tingindo a madrugada...
Quando ela menos esperava estávamos sobrevoando a noite de balão
O trecho do muro daquele imenso muro que adentra o pacífico
Solange no entanto não se alegro
É difícil viver na clandestinidade ela lembrou

Então eu lhe contei que seus problemas tinham acabado
Pois eu conhecia uma maneira muito simples de conseguir o Green Card
é só a gente se alistar para o glorioso exercito americano
Em pouco tempo nos tornaríamos fuzileiros
E viveríamos juntos, felizes e totalmente realizados
Torturando aqueles vermes mulçumanos na base de Guatánamo em Cuba.
Um calor intenso estranho invade aos poucos o meu peito
Acordei suado e triste por ainda está aqui
Mas de toda forma saiba
América
Yo soy loco por ti!
América
Yo soy loco por ti!
América
Yo soy loco por ti!


A igreja, como mostrou o artigo de Gerson Schmidt publicado na Zero Hora de domingo 15/03, continua pecando, sim pecando nas mesmas coisas. O aborto não é mais um assunto proibido e escondido. As mulheres que fazem aborto são de todas as classes e em sua grande maioria católicas. O que acontece é que a igreja como sempre venda os olhos para a realidade. A legalização do aborto não vai obrigar ninguém a fazer um, mas sim ter uma segurança para aquelas que por algum motivo resolveram fazer.É muito fácil julgar as pessoas sem ter passado pela situação. A menina de nove anos depois de tudo o que passou tem o direito de fazer o aborto, pois com nove anos duvido que alguém tenha condições de cuidar de um ser – humano.

Bluebird - Charles Bukowski


there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see
you.

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pur whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's
in there.


there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say,
stay down, do you want to mess
me up?
you want to screw up the
works?
you want to blow my book sales in
Europe?

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't be
sad.
then I put him back,
but he's singing a little
in there, I haven't quite let him
die
and we sleep together like
that
with our
secret pact
and it's nice enough to
make a man
weep, but I don't
weep, do
you?

O que serei?


Às vezes penso sobre meu futuro. Quais meus sonhos, minhas expectativas em relação ao que está por vir. Este tipo de pensamento me atormenta todos dias, por que realmente eu não sei o que quero para o futuro.


Dia- a- dia vou vivendo o agora. Sem planos sem expectativas. Onde irei trabalhar, no que irei trabalhar, para onde irei? Estou confusa. Tenho pavor em pensar em ter uma vida classe média: casa-mercado-escola dos filhos-empregada. Eu quero viver livre. Isto talvez seja uma utopia e daqui 20 anos estarei eu na minha vida classe média.